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RESTAURANTE

 

Em 1758 depois do devastador terramoto de 1755, com a reconstrução da Baixa Lisboeta, passando a ser denominada também por Baixa Pombalina nasce em Lisboa na Rua de Santo António da Sé, nr. 18 um edifício projectado pelo Marquês de Pombal, as suas cavalariças particulares. Anos mais tarde, o espaço do nr. 18 é adaptado para uma mercearia e mais tarde para uma Casa de Fados. Mas em 2015, após obras de restauro e preservação, nasce o D. Afonso o Gordo

D. Afonso um Gordo é um restaurante caracterizado pela sua imponente sala, onde se pode admirar as suas paredes originais com o “tijolinho” vermelho e os arcos de alvenaria de pedra, característicos da época. Aqui o ambiente é caracterizado por um romantismo medieval, feito pela sua estrutura e jogo de luzes. A sala é extensa mas intimista, com capacidade para 130 lugares sentados, e é onde se canta o fado (um estilo de música tradicional português, sublime!) de quarta-feira a domingo pela voz da fadista Filipa Carvalho e dos seus convidados, proporcionando uma noite melancólica e intimista, com um ambiente magico e inexplicável.

A gastronomia praticada é típica portuguesa, desde o Leitão da Bairrada, uma das especialidades da casa, arte aprendida com o Mestre Assador Ricardo Nogueira e que é religiosamente seguida, desde a matéria prima, ao empratamento e até o cliente se deliciar com o prato na mesa.

D. Afonso II – o Gordo

D. Afonso II, nasce em 1185, filho de D. Sancho I e neto de D. Afonso Henriques fundador de Portugal, curiosamente nasce no ano em que o seu avó morreu. Inicia o seu reinado em 1211 com 26 anos, e ficou conhecido como O Gordo, O Gordalhufo, e até mesmo O Badoxa. Mas não só pelos seus cognomes ficou conhecido, mas também pelos seus feitos, pois foi um dos mais importantes reis na história de Portugal. Foi graças às suas reformas e leis que unificou o Reino.

Casou-se em 1208 com a D. Urraca de Castela, filha dos reis de Castela e neta do Rei de Inglaterra Henrique II. Tiveram cinco filhos, entre os quais dois futuros Reis (D. Sancho II e D. Afonso III). D. Afonso II, para além destes cinco, pelo que reza a história teve ainda mais dois bastardos. Ao contrário do esperado não se dedicou às conquistas mas sim à organização económica e social do Reino, ditando assim as primeiras leis relativas à propriedade privada, ao direito civil e à cunhagem de moeda. Iniciou também o envio de embaixadas a outros países europeus de forma a estabelecer tratos comerciais. Outro ponto importante no seu reinado foi a tentativa de Reforma da Igreja dentro do Reino, com o desvio de alguns fundos da mesma para os cofres nacionais. Com isto houve um conflito diplomático entre o o Papado e o Reino de Portugal, fazendo com que O Gordo fosse excomungado pelo Papa Honório III, nunca tendo obtido perdão apesar das suas tentativas.


D. Afonso acabou por falecer a 21 Março 1223 em Alcobaça, passando todos os poderes do Reino para o seu filho D. Sancho II.